Posted by: dk on: Novembro 3, 2009
foto por: http://www.maaybetomorrow.blogspot.com/
ela sonhou que o feriado havia sido perfeito. pessoas queridas, risadas e comida boa. mas na verdade o que mais chamou a atenção foi o quão feliz ela ficou em conhecer o dono daquela voz. de um carisma lindo e um sorriso encantador o garoto dos olhos puxados quando cantou deixou de queixo caido todos os distraídos que estavam só de passagem e todas as outras pessoas que estavam no local. para ela, em especial, o mundo parou quando ouviu ele cantar. ao fundo algumas palavras – nossa! canta muito! adorei – mas seus ouvidos e seus olhos naquele momento eram só daquela voz. ele cantou a canção que havia feito para um de seus amores passados e de uma maneira estranha a garota branquela sentiu nascer um ciúme da musa inspiradora. que bobagem. que infantilidade. mas é. quando ele terminou de tocar e foi com ela conversar ela se sentiu como a tempos não se sentia, uma garota de 15 anos de idade com as pernas bambas e nervosa por ele se aproximar. boba. ela se sentiu confortável ao lado dele. a serenidade e calma dele contrastavam com o nervosismo e agitação de adolescente dela. o assunto fluia para ela que sempre teve tanta dificuldade de articular assuntos com desconhecidos. aliás ela nunca gostou muito de primeiros encontros já que sempre teve dificuldades na hora de se comunicar. o beijo. ela não conseguiu descrever a suavidade dos lábios dele nos dela, tão bom que soa melhor enquanto pensamento e palavra alguma é capaz de se aproximar um pouco que seja daquela sensação. ele é tão legal – ela pensava – porque você tem que morar tão longe? – exteriorizou sem querer, sentiu o rosto em brasas, ele deu a risada gostosa e disse que não queria ter que partir, ela sorriu sem graça. mais uma vez deram o violão para ele tocar e ela ficou sentada ao seu lado com os olhos vidrados na voz perfeita. ela ficaria horas e horas ali. dias. semanas. meses. anos. seus amigos perceberam isso pela maneira como ela o olhava e cantava desafinada fazendo ele sorrir. ficaram conversando até amanhecer, ela se sentia feliz. cheia de alguma coisa linda que preencheu o espaço que vive vazio em seu coração. e quando ela viu o sol nascer ficou triste pois ele teria de partir. ela e sua quase certeza de que não o veria mais uma vez, ela e seu medo do vazio e da solidão que a esperava depois dele partir. ele pediu para que ela não o esquecesse, ela não se lembra o que respondeu mas sabe que pensou: jamais. sonhos são assim, intensamente alegres ou dolorosos, passageiros. acordou, ele não estava ao seu lado, sentiu vontade de chorar, mas ao lembrar da voz que no sonho cantou só para ela ouvir, foi viver sozinha o seu vazio, só que agora um pouco mais feliz…
gente! dando uma olhadinha NISSO daqui cheguei a uma conclusaão bem óbvia: esse blog além de medíocre é brega.
Posted by: dk on: Outubro 31, 2009
já faz muito tempo desde aquela tarde em que você estava ao meu lado, naquele banco em frente aquela livraria ouvindo aquela música. é, faz muito tempo. e hoje eu nem sei o quanto de você de fato conheci, o quanto de você era que dizia ”te amo”. na verdade tive medo quando ouvi isso de você pela primeira vez porque eu estava destruída, com o coração cheio de feridas, eu não queria um novo amor. eu sabia que sairia ferida mais uma vez. foi aí que você me disse: ”why be alone when we can be together baby, you can make my life worthwile, and I can make you start to smile.”, a coisa mais linda que eu já ouvira e a coisa mais linda que hoje eu quero esquecer.
eu esperei cada maldito minuto por um sinal seu. você se foi dizendo que amizade entre a gente nunca iria existir e justificava isso com suas teorias que não conseguiram disfarçar a verdade; eu fui uma grande decepção para você. foi a maneira gentil de dizer ”eu me enganei, eu nunca te amei, eu não te quero mais meu bem”. e então sabe o que eu fiz? derramei todas as minhas lágrimas por você, gota por gota. acreditei em cada palavra fingida sua. eu não soube ler nas entrelinhas o seu pedido para que eu fosse embora, sua súplica para que eu te deixasse em paz e procurasse por um outro alguém que pudesse me amar de verdade, como você não fez. na minha cabeça infantil existia a idéia de que o amor não acabara, que o fim fora apenas uma fatalidade da distância que sempre nos separou. eu não sei explicar, eu nao sei o por que, mas eu fiquei esperando um dia você me dizer ”o amor acabou”’. mas o telefone continua mudo, a caixa de mensagens nunca mais recebeu um email seu. nem uma chamada, um bilhete, uma carta, um lembrete, um sinal. mentira. na verdade foram muitos os sinais que eu nunca quis acreditar. o problema disso tudo foi eu. foi eu que te amei verdadeiramente demais, foi eu que me entreguei de corpo e alma à você, foi eu que idealizei alguém e pus em você.
eu criei minhas próprias explicações para te livrar da raiva. eu criei um você pra nunca mais esquecer. eu amei você. você que não passa de pequenos detalhes que não me deixam esquecer, um conjunto de qualidades que eu amo e um amontoado de defeitos que me atrai.
eu sempre esperei por essas infelizes palavras: “eu nao te amo, eu nunca te amei“. gosto de acreditar que assim teria sido bem mais fácil pra mim.
saudadee e necessidade de escrever mas o tempo ta curto.
Posted by: dk on: Outubro 19, 2009

eu tenho sonhos. eu sonho alto, sabe com é, o que é a vida sem os sonhos afinal?! para mim não é nada. eu gosto de sonhar. é, mas não pretendo exteriorizá-los aqui, porque se tem uma coisa que eu aprendi e acredito muito é que ”palavras não falam”. é, sabe, o que as pessoas dizem que não vale de nada. eu acho que antigamente eu sempre fui de falar muito, e fazer pouco. quantas vezes quando adolescente já me peguei dizendo milhares de vezes que faria uma tatuagem ou que pintaria o cabelo de azul ou que fugiria de casa para ser ”livre”. e veja bem onde estou. tudo bem que eram desejos loucos de uma adolescênte-rebelde-sem-causa e que eu sou bem feliz assim como estou, mas entende o que eu quero dizer? na verdade acho que nunca fui uma garota-de-atitude, ou talvez, quem sabe, eu seja apenas uma garota que admira muito os pais que tem e os respeita, e os tem como modelo de vida, e por isso não saiu escandalizando geral por aí, já que eles não são dessa maneira. sei lá. mas voltando aos meus sonhos, eu quero muito muita coisa e tenho quase certeza de que não vou ter tudo antes do fim, não que eu seja pessimista, sou apenas realista. mas enfim, aquilo que está ao meu alcance espero sim poder conseguir, mas tenho que admitir também que eu ainda tô muito no começo dessa longa caminhada, e a passos meio curtos, arrastados e lentos, e isso me deixa putacomigomesma. mas mais do que isso, o que me deixa mais putacomigomesma é o fato de eu saber que sou capaz de mais. de muito mais na verdade, e que às vezes eu tenho preguiça. essa minha preguiça me deixa muito putacomigomesma. tudo bem, eu venho evoluindo no caso preguicite aguda, mas poxa! eu tenho 20 anos já! poderia estar fazendo melhor, muito melhor e nem na faculdade eu entrei ainda! que droga. e eu fico pensando… pode ser que eu não os realize, pode ser que eu fracasse no meio do caminho, e aí? e aí que… sei lá. meus sonhos são bonitos sabe? eu gosto bastante deles, cuido deles com muito carinho e mesmo que a passos pequeninos tô caminhando, espero ter forças e não fazer deles apenas mais alguns planos de adolescênte-rebelde-sem-causa. amém.
dia lindo. parque. mãe. paz.
sabe? to cagando e andando.
o dia tá lindo. só falta alguém para dividir essa alegria comigo.
Posted by: dk on: Outubro 10, 2009
aí eu me pergunto: o que fazer com tanto amor? pra que um coração assim cheio de amor? não há resposta, eu sei. e não tem nada que eu possa fazer já que, infelizmente, amor não se pede. foi aí que me conformei em amar todo esse amor sozinha, me conformei em encontrar a alma, nas noites solitárias, repleta de sonhos e saber que esses sonhos serão sonhados sem serem compartilhados, só pra mim, só comigo, sozinha assim. é verdade que as vezes dá vontade de implorar, de pedir o amor, mas eu sei, amor não se pede, e então eu me conformei. é triste lembrar como foi e como poderia ter sido, é triste não poder compartilhar tudo com você como antes, que tudo foi em vão e que nada foi o que restou. é triste ver todo o seu amor, que eu imploraria para ter mais uma vez, doado a outrém, mas tudo bem, eu já me conformei.