não escrevo aqui para provar algo a alguém. não espero que você, leitor, entenda ou espere que tudo o que está aqui seja exatamente o que é na vida real. crio personagens a partir de histórias passadas somadas a sentimentos atuais que falam de pessoas que nunca existiram. escrevo com fragmentos de um baú cheio de histórias. histórias dos outros com sentimentos meus. histórias que eu gostaria que tivessem sido e tantas outras que nunca tivessem existido. é desse emaranhado todo que crio novos caminhos, novas possibilidades. se nem eu sei ao certo o quanto de cada texto é sobre mim, imagine você, querido leitor. isso nós nunca saberemos. e na realidade nem quero descobrir. fujo da cruel realidade escrevendo meus textos, juntando minhas peças, desarrumando sentimentos e criando novos personagens. escrevo porque preciso fujir para um outro mundo. escrevo porque a realidade me desgasta dos pés a cabeça. escrevo porque sofro de devaneios ocasionais. escrevo porque ser eu me consome até as vísceras. escrevo porque preciso abstrair. não escrevo pra você, pra ela, pra ele, pra nós e muito menos pra vocês. escrevo pra mim. escrevo por mim, sem vaidade. escrevo o que vem de dentro. se for para ser otimista dá pra dizer que tudo o que está escrito aqui nesse blog não passa de “literatura” barata. eu não espero me redimir, não espero despertar algum sentimento, não espero escrever livros ou ajudar alguém a se recuperar de sua desilusão. escrevo nem sei bem por que. meu escrever não tem motivos que não sejam os meus. mas de uma coisa eu sei: eu só escrevo sobre coisas que um dia eu senti e isso me faz um bem danado.
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