Posted by: dk on: Outubro 6, 2009
ele disse apenas o que ela sempre quis escutar e depois foi embora. ela tomou isso como verdade absoluta, chamou isso de amor e ainda hoje espera ele voltar.
Posted by: dk on: Setembro 28, 2009
hoje eu aprendi que: não se pode viver de grandes ilusóes; como a de que a felicidade é para sempre ou a de que a tristeza será eterna.
o inferno são os outros. os outros somos nós. nós somos o inferno. nós somos os outros. depende dos olhos de quem vê.
o vazio impressiona e dá muito medo, em um primeiro contato pode parecer assustador. mas acredite; infelizmente a gente se acostuma.
eu estarei sempre aqui. te desejo o melhor, você sabe. e quando você não tiver alguém, meu amor vai sempre te amar.
Posted by: dk on: Setembro 1, 2009
se não me engano seu nome era andré, ou vicícius. seus olhos eram cor de mel ou quem sabe cor do céu. adorava preto, vermelho ou branco. seu prato preferido era lasanha se não fosse feijoada, e que eu me lembre tocava em uma banda de rock ou de pagode talvez.
Posted by: dk on: Setembro 1, 2009
eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música, e nem pra preencher o branco dessa página linda. eu me entendo escrevendo e vejo tudo sem vaidade. só tem eu e esse branco e ele me mostra o que eu não sei e me faz ver o que não tem palavra. por mais que eu tente são só palavras, por mais que eu me mate são só palavras.
Mariana Aydar.
sinal verde, alguns metros, e então você apareceu em meus pensamentos como a tempos não fazia . ficou. eu, você, nós. nós que nunca fomos e nós que jamais iremos ser. o sorriso se desfez amarelando aos poucos. os passos se descompassaram e tudo começou a girar. vertigem. esqueci de respirar, a boca secou e o coração, pedindo um lugar seguro para repousar, acelerou, queria saltar pela boca e fugir. olhares desconfiados ou preocupados se lançaram na direção do meu rosto pálido de baixo da chuva que não parecia incomodar. as dolorosas lágrimas invadiram meus olhos e eu lutei em vão para que elas não me dilacerassem mais uma vez. cambaleei até a porta do elevador. 17 e a porta fechou. os joelhos foram tomados pela dor e despencaram em um choro silêncioso, em uma súplica por um pouco de paz. as mãos foram de encontro aos olhos molhados e negros, desejei ficar ali por horas até que tudo ficasse bem. 17. me levantei caindo em direção à porta que me jogou para o corredor. diante da porta trancada do apartamento tremia e procurava a chave certa remexendo o molho repleto de chaves, tarefa impossível para quem está tomada pela dor.
Posted by: dk on: Agosto 25, 2009
eu poderia contar sobre meus dias. os bons e os ruins. poderia até contar sobre minha vida. seriam histórias loucas, algumas engraçadas, talvez até felizes. mas teria de haver uma grande parte reservada para as tristes. melancólicas palavras que expressariam o frio da tristesa em mim, com um certo toque de exagero de quem sofre, eu confesso. mas com certeza ninguém aqui está interessado em minhas aventuras e desventuras ultrapassadas passadas. enfim, memórias que guardo e tento organizar em pastas devidamente etiquetada, datadas e postas em ordem alfabética ou talvez por ordem cronológica. isso só na teoria, é claro. porque eu com meu dom de desordem, consigo amontoa-las e por vezes perder muitas delas. cansada e sozinha demais para junta-las novamente e chegar a alguma conclusão plausível sobre o que foi bom, o que foi ruim, quanto de culpa eu tive, quanto de culpa tiveram. me desculpe. fui pedante achando que admitir erros seria o certo. mas se eu parar para pensar bem, realmente é pedante.
é por não conseguir explicar, por não conseguir fazer parar. é por não poder fazer você enxergar…